O BOLERO




 A origem do Bolero – como a de outros ritmos – é controversa. Em algumas fontes encontra-se oriundo da Espanha; em outras, diz-se que ele surgiu na Inglaterra, passou pela França, fortaleceu-se na Espanha, viajou para o México e finalmente chegou a Cuba por volta de 1880. Sabe-se que o bolero influenciou o mambo, o chá e a salsa.


No Rio de Janeiro o bolero sofreu influências do tango, incorporando giros, caminhadas e fazendo com que os pares deslizassem pelo salão. "Então, quando o cavalheiro começa a sair da frente da dama e a fazer trocadilhos, cruzados, essas e outras variações, o bolero estiliza-se e transforma-se numa dança muito mais atraente e criativa", explica o professor de dança de salão do RJ, Mauro Lima.

Em São Paulo, até o início da década de 90, o passo inicial ensinado por algumas escolas era o um-pra-lá, dois-pra-cá; “foi assim que eu aprendi”, argumenta Andrei Udiloff, professor de dança de salão. Na época em que o samba de gafieira começava a invadir as pistas de dança paulistas, o Bolero “estilizado” e o soltinho vieram de carona. As pessoas que já dançavam Bolero em SP chamavam esta nova forma de dançar de “Bolero Carioca”. Até hoje o ritmo continua se modificando, ganhando cada vez mais adeptos interessados em dançar ao som suave das músicas românticas.